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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tivoização

Quando a FSF estava atualizando sua licença GPL, tentando impedir a chamada "Tivoização", eu achei um pouco exagerados os seus argumentos. Agora sou obrigado a rever minha posição e concordar com eles: estamos cada vez mais nas mãos dos fabricantes de gadgets independente do software que está sendo usado, seja Linux ou Windows. O software livre não está conseguindo garantir a liberdade a que se propõe.

Segundo o Guia do Hardware, vários smartphones (o Palm Pre e os baseados no Android), além do Kindle, todos com sistemas operacionais derivados do Linux, contam com recursos que monitoram o usuário, violando sua privacidade.

A Palm sabe a localização dos usuários do Pre baseado nos dados do GPS; além de saber informações sobre o uso de aplicativos e travamentos de programas. Smartphones com o Android passaram a exibir uma janela de confirmação ao calcular as informações de localização pela rede do celular. O Kindle usa seu modem de telefonia celular integrado para backup, enviando arquivos de log, informações sobre os livros presentes no dispositivo e favoritos, não sendo possível desativar a emissão desses relatórios sem desabilitar junto a conexão sem fio. Embora seja possível desativar esses recursos, não é tarefa das mais triviais.

Segundo o autor do artigo, "Estamos rodando software livre, mas não estamos obtendo todos os benefícios que essa liberdade deveria nos trazer. Só porque um sistema está rodando software livre, não quer dizer que ele seja seu amigo".

terça-feira, 21 de julho de 2009

Amazon apaga livros de George Orwell do Kindle

O mundo imaginado por George Orwell em "1984" se faz cada vez mais presente em nosso dia a dia. Ironicamente, foi para proteger os direitos autorais do próprio autor que o "Big Brother" se manifestou.

A Amazon apagou remotamente as obras digitais "1984" e "Animal Farm" (conhecida aqui como "A Revolução dos Bichos") de leitores que as tinham comprado para os seus Kindle e os ressarciu do valor pago. Alguns leitores perderam todas as anotações que tinham feito quando a obra desapareceu.

Segundo a Amazon, a editora que publicou as obras digitais no site para venda não era proprietária desse direito e, portanto, as obras foram retiradas do site. Além disso todos que tinham comprado as obras, também tiveram seus livros e anotações apagados remotamente.

Esse invasão de privacidade deixou muitos leitores indignados, pois, aparentemente, o termo de serviço não permitiria essa ação da Amazon, já que o termo fala em cópia permanente do conteúdo digital (“permanent copy of the applicable digital content.").

fonte: http://br-linux.org/2009/amazon-apaga-livros-digitais-remotamente/